Pois bem, não reparem se minha escrita não for muito afinada, nunca fui de me dedicar a escrever coisas, sempre preferi falar, contar casos, saber da vida de fulanos e beltranos.
Me chamo Heidi, nasci em Ilhéus, na Bahia, e foi depois que meus pais morreram é que vim pra Mesquita. Mas sou desse mundão, cheio de coisas bonitas, pessoas letradas, imensidão de mar e terra.
Mas esse mundo, minha gente, não é só feito de coisas bonitas, de homens de barriga feita, corpo esbelto, países bem cuidados com gente inteligente. Esse mundo também é cheio de coisa ruim, de político fazendo pouco dos cidadãos, gente desonesta, roubando de quem não tem nem farrapo pra usar. Gente ruim, coisa suja, mundo que fede como lixo. É assim pelo mundo a fora, é assim pelos lugares por onde passei, quando dei por andar esse mundo todo, vendo tudo, querendo enxergar, pra num parecer que eu tava só me divertindo, quando todo mundo tá só tomando no cú.
Perdoem o palavrão. Mas só com essas poucas palavras escritas, já dá pra ver que eu num só de ficar escutando barulho dos outros e ficar quieta na minha. Gosto é de botar a boca no mundo, cuspir na cara do cabra ruim que quiser fazer de vaso sanitário a cara do povo.
Goste ou não de mim, isso é meu pensamento e ai de quem quiser ir contra, pois sou igual Rosa Palmeirão, navalha na saia e faca no peito.
E já como existe gente burra que gosta de ser feita de otária, decidi fazer minha parte nessa história, cuidar do meu e contar, tentar vomitar pra fora as coisas ruins que vi nesse mundo ai.
Essa sou eu, filha de Iansã e Xangô, doidinha por uma guerra. E pelo mundo não foram poucas as que eu enfrentei.
sábado, 13 de março de 2010
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