
Estou lendo um livro que se chama Onze Minutos. O tema abordado é o sexo e além disso sobre porque ele é tão profano.
Sabemos que em certas culturas o sexo é estritamente proibido, sendo condenado a penitências leves, movidas por pura ignorância e, como já vimos no artigo anterior, a ignorância não nos move a lugar nenhum.
Porém temos que saber que viver achando que tudo o que fazemos é pecado e deixar de fazer as coisas que gostamos na vida só porque a sociedade não permite é deixar que a morte venha antes da hora. Podemos conviver com dois opostos, o Sagrado e o Profano, pois nossa vida é assim, um confronto de dualidades.
Abaixo coloco uma história que pode explicar melhor o que quero dizer:
Certa vez Maria Egipcíaca da Vera Cruz precisava atravessar um rio, mas não tinha dinheiro para pagar a travessia. Porém, mesmo estando sem o dinheiro ela pegou o barco que a levari ao outro lado do rio.
Morrendo de medo de que o dono do barco a desmascarasse, ela logo contou.
- Desculpe-me, senhor. Não tenho dinheiro para paga-lo.
Qual foi sua surpresa ao ver que o barqueiro não havia ficado com raiva, pelo contrário ela sorriu.
- Você não precisa de dinheiro para pagar. Seu corpo já é um bom pagamento.
Naquela mesma hora, Maria entregou-se ao homem.
Ao chegar do outro lado do rio, um anjo lhe apareceu e abençoou seu gesto.
- Assim como poucos você teve coragem de dar aquilo que tinha de melhor para conseguir atingir seu objetivo.
Hoje Maria Egipciaca da Vera Cruz é santa.


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