Marley me fez perceber que não basta apenas você ter um animal dentro de casa, ou numa caixa de papelão na garagem, acima disso. Você precisa ter muito mais do que isso. Aos poucos você vai criando um linha que não é feita de seda ou de setim, e sim de amor. Essa linha vai conectar seu amor com o amor de seu cão, gato, perequiro ou papagaio. Não importa que animal for.
Um animal não liga se você é pobre ou rico, se tem casa ou não, se é negro ou branco. Ele jamais vai ligar para sua cor, condição financeira ou para a casa em que você mora. A única coisa com a qual ele vai se preocupar, a única delas, é o amor que você tem por ele. Somente isso.
Um animal sempre vai estar com você na alegria ou na tristeza, pois ele está ali para te dar apoio.
Um animal vai sempre abanar o rabo, ou ronrronar, ou gritar, quando você chegar, pois ele é ainda um dos poucos que vai se alegrar quando ver que você chegou.
Um animal nunca vai te trair ou desconfiar de você, pois ele é disprovido de traição e de desconfiança, ele acredita em seu dono e mataria por ele - literalmente.
E no final do filme, quando Marley morre, também percebi que a perda de um grande amigo animal pode se comparar a perda de um grande amor. Ambos são queridos, ambos fazem com que você se emocione e sorria sempre que vê.
Quando um grande amigo animal morre, ele não simplesmente morre, ele leva um pedaço seu junto com ele. Ele leva os momentos que vocês passaram juntos, os segundos em que você jogou o graveto para ele pegar, ou quando você o afagou na orelha. Ele vai levar cada instante que vocês passaram juntos, pois no céu, bem lá encima, ele vai estar brincando com você, sempre. Mesmo que você não seja capaz de vê-lo.


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